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Hepatectomia e cirurgia de metástases hepáticas

A cirurgia do fígado exige equilíbrio entre remover toda a doença visível com intenção oncológica e preservar um remanescente hepático capaz de sustentar a recuperação.

Aplicações

Tumores primários do fígado e metástases selecionadas, especialmente de origem digestiva.

Princípio central

Ressecção completa quando possível, mantendo fluxo sanguíneo, drenagem biliar e função do fígado restante.

Estratégia

Pode combinar cirurgia, tratamento sistêmico, ablação ou procedimentos em etapas.

O que é e qual é o seu papel no tratamento?

Hepatectomia é a retirada de uma parte do fígado. A extensão pode variar desde uma pequena ressecção até a remoção de um ou mais segmentos ou lobos, conforme o número, o tamanho e a distribuição dos tumores.

A operação pode ser indicada para tumores que se originam no próprio fígado, como o carcinoma hepatocelular e alguns colangiocarcinomas, ou para metástases selecionadas. No aparelho digestivo, o papel mais estabelecido é no câncer colorretal; metástases de outras origens exigem análise ainda mais individualizada.

O fígado possui capacidade de recuperar volume, mas isso não elimina a necessidade de medir cuidadosamente a qualidade e a quantidade do tecido que permanecerá. Doença hepática prévia, tratamentos anteriores e anatomia vascular e biliar influenciam diretamente o plano.

Quando a cirurgia pode ser considerada?

Mais do que contar nódulos, a avaliação considera se toda a doença relevante pode ser tratada e se o fígado remanescente será seguro:

Distribuição dos tumores

Imagens de alta qualidade mapeiam a relação de cada lesão com veias, artérias e vias biliares.

Biologia da doença

Origem do tumor, comportamento ao longo do tempo e resposta a tratamentos sistêmicos ajudam a selecionar a estratégia.

Reserva hepática

Função do fígado, presença de fibrose ou cirrose e volume previsto do remanescente são avaliados antes da ressecção.

Como o procedimento é planejado?

O plano pode envolver uma operação isolada ou uma sequência coordenada para ampliar segurança e possibilidade de tratamento completo.

1. Mapeamento anatômico

Tomografia e ressonância definem distribuição tumoral, vasos, vias biliares e volume do fígado que permanecerá.

2. Integração oncológica

A equipe define o momento da quimioterapia. Quando o remanescente previsto é pequeno, a embolização portal pode ser realizada antes da operação; a ablação pode complementar a estratégia em casos selecionados.

3. Ressecção personalizada

A retirada pode seguir segmentos anatômicos ou contornar a lesão, sempre respeitando margens e preservação funcional.

4. Seguimento

Anatomopatológico, função hepática e resposta global orientam o acompanhamento e tratamentos complementares.

Recuperação e acompanhamento

A evolução depende da extensão da ressecção e da condição prévia do fígado, por isso o acompanhamento é individualizado.

01

Função hepática

Exames laboratoriais, balanço de líquidos e sinais clínicos são monitorados enquanto o fígado remanescente se adapta.

02

Mobilidade e nutrição

Controle de dor, prevenção de trombose, movimentação precoce e alimentação progressiva fazem parte da recuperação.

03

Vigilância oncológica

O seguimento combina consulta, exames de sangue e imagens em intervalos definidos para cada diagnóstico.

Perguntas frequentes

O fígado cresce novamente depois da hepatectomia?

O fígado remanescente pode recuperar volume e função. A intensidade dessa resposta varia e depende, entre outros fatores, da saúde do tecido hepático e da extensão da operação.

É possível operar mais de uma metástase?

Em casos selecionados, sim. A distribuição das lesões e a possibilidade de preservar um remanescente funcional são mais importantes do que um número isolado.

Cirurgia e ablação podem ser combinadas?

Podem, quando essa associação permite tratar diferentes lesões preservando mais fígado. A indicação é discutida individualmente.

A hepatectomia pode ser minimamente invasiva?

Ressecções laparoscópicas ou robóticas são possíveis em situações selecionadas. Localização, extensão e segurança vascular e oncológica orientam a escolha.

Fontes para este conteúdo

Conteúdo educativo elaborado a partir de informações institucionais e diretrizes médicas. As fontes não substituem a análise do caso concreto.

Cada caso começa com uma análise cuidadosa.

Leve seus exames e laudos para uma consulta. A indicação cirúrgica e a sequência do tratamento são definidas de acordo com o diagnóstico, o estadiamento e suas condições clínicas.

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